o ralo do atlântico

direção, roteiro

longa-metragem, ficção científica / distopia
Brasil, 125min
português, cor, HD
ficção científica
registro FBN: 000984.0278833/2025

_e se a traça tivesse veneno_

Michele (27) é uma jovem que trabalha em empregos precários e solitários, sempre envolvidos com a observação de imagens. Apesar de não dividir seu mundo silencioso com ninguém – nem mesmo com o namorado Beto (30) – ela mantém, desde a adolescência, uma relação obsessiva com conteúdos marginais, proibidos ou esquecidos, como pornografia e imagens de câmeras de segurança.
Em constante aperto financeiro, o cotidiano meio banal de Michele esconde uma vida dupla: de dia ela assume funções técnicas, muitas vezes invisíveis; à noite ela mergulha num universo introspectivo de voyeurismo e investigação. É o caso de sua vizinha Cata (22), por quem desenvolve uma fixação silenciosa e crescente, que a leva a descobrir o universo das cam girls.

A vida de Michele muda quando ela é selecionada para fazer parte do projeto “raLo do atlÂntico”, uma espécie de megaempreendimento fictício e distópico para conter o avanço dos oceanos. Esse “ralo” se torna também um símbolo daquilo que suga Michele — sua compulsão por ver o que ninguém mais vê.

Nessa plataforma isolada, a obsessão de Michele contribui para que ela descubra a morte de diversos trabalhadores, sem que haja nenhuma notificação. A partir de sua consequente demissão, é que ela também percebe que essas mortes já estavam planejadas. Michele transforma então sua compulsão silenciosa no principal trunfo de uma vingança.

Quando se sente mais invisível do que nunca, Michele se junta a Cata para planejar a exposição como moeda de troca. 

Ao mandarem Michele embora não imaginavam que seu veneno era devorar os segredos alheios em silêncio.

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